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Casos de COVID-19 disparam no Japão, sistema de saúde fica sobrecarregado.

Xinhua | Atualizado em: 19/08/2022 14:32

TÓQUIO — O Japão registrou mais de 6 milhões de novos casos de COVID-19 no último mês, com mais de 200 mortes diárias em nove dos 11 dias até quinta-feira, o que sobrecarregou ainda mais seu sistema de saúde, já afetado pela sétima onda de infecções.

 

O país registrou um recorde diário de 255.534 novos casos de COVID-19 na quinta-feira, a segunda vez que o número de novos casos ultrapassou 250.000 em um único dia desde o início da pandemia. Um total de 287 pessoas morreram, elevando o número total de óbitos para 36.302.

 

O Japão registrou 1.395.301 casos na semana de 8 a 14 de agosto, o maior número de novos casos no mundo pela quarta semana consecutiva, seguido pela Coreia do Sul e pelos Estados Unidos, informou a agência de notícias local Kyodo News, citando a última atualização semanal sobre o coronavírus da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Muitos moradores locais com infecções leves estão em quarentena domiciliar, enquanto aqueles que apresentam sintomas graves lutam para conseguir hospitalização.

 

Segundo o Ministério da Saúde do Japão, mais de 1,54 milhão de pessoas infectadas em todo o país estavam em quarentena domiciliar em 10 de agosto, o maior número desde o início do surto de COVID-19 no país.

 

A taxa de ocupação de leitos hospitalares está aumentando no Japão, informou a emissora pública japonesa NHK, citando estatísticas do governo que mostram que, até segunda-feira, a taxa de ocupação de leitos para COVID-19 era de 91% na província de Kanagawa, 80% nas províncias de Okinawa, Aichi e Shiga, e 70% nas províncias de Fukuoka, Nagasaki e Shizuoka.

 

O governo metropolitano de Tóquio anunciou na segunda-feira que sua taxa de ocupação de leitos para COVID-19 era de cerca de 60%, um número aparentemente menos preocupante. No entanto, muitos profissionais de saúde locais estão infectados ou tiveram contato próximo com casos confirmados, resultando em escassez de pessoal médico.

 

Masataka Inokuchi, vice-presidente da Associação Médica Metropolitana de Tóquio, afirmou na segunda-feira que a taxa de ocupação de leitos para COVID-19 em Tóquio está "se aproximando do limite".

 

Além disso, 14 instituições médicas da província de Kyoto, incluindo o Hospital Universitário de Kyoto, emitiram uma declaração conjunta na segunda-feira afirmando que a pandemia atingiu um nível muito grave e que os leitos para COVID-19 na província de Kyoto estão praticamente saturados.

 

O comunicado alertava que a província de Kyoto se encontra em estado de colapso médico, onde “vidas que poderiam ter sido salvas não podem mais ser salvas”.

 

O comunicado também pediu ao público que evitasse viagens não emergenciais e desnecessárias, e que continuasse vigilante e tomando precauções de rotina, acrescentando que a infecção pelo novo coronavírus "não é de forma alguma uma simples doença semelhante a um resfriado".

 

Apesar da gravidade da sétima onda e do crescente número de novos casos, o governo japonês não adotou medidas de prevenção mais rigorosas. O recente feriado de Obon também registrou um grande fluxo de turistas – rodovias congestionadas, trens-bala Shinkansen lotados e a taxa de ocupação dos voos domésticos retornou a cerca de 80% do nível pré-COVID-19.


Data da publicação: 19 de agosto de 2022